wellcome // bienvenu // hola // olá

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we are more – act for culture in Europe

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I'm very happy with your arrival! this virtual place is focused on the (so called) feminin and masculin voice's", by the Art's approach, and it is not a diary-blog. I wish you enjoy with pleasure and comments :-)
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Je suis enchantée de votre visite! Remarquez que ce blog (n'est pas un blog-périodique), est construit autour des (désignés comme) voix et regards au féminin et au masculin à travers les contributions de l'Art. Il ne me reste que vous désirer deux toutes petites choses: qu'ayez plaisir ici et... qu'il soit partagé=comenté:-) avec moi.

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!Hola! !estoy encantada con tu visita! mira una cosilla: este blog no es de edición diária ?vale?. Es un blog centrado en las (designadas como) voces y miradas en el femenino (y en el masculino), segundo las aportaciones de L'Arte. Mis votos de que disfrutes por acá y... de que puedas compartir conmigo ese placer :-).
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musical's wellcomings / les bienvenues musicales / las bienvenidas musicales

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19 December 2008

Women and Angels: Female Annunciations

Goethe, corpo de mulher e a escrita

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"Toda a arte é erótica" (Adolf Loos, "Ornamento e Crime", 1908). A frase é de um racionalista deste século, de um asceta do branco, da linha recta e da função, mas a prática de arte e de vida de um sensualista como Goethe demonstra-o à evidência (não há, de resto, contradição entre ascese e erotismo: basta pensar na experiência e no discurso místicos). Toda a obra de Goethe foi, de uma maneira ou de outra, escrita com os sentidos, para os sentidos, sobre os sentidos. É isso que o distingue dos "heróis alemães da renúncia e do espírito", dos sublimadores como os Schiller, Hölderlin, Kleist, daqueles seus contemporâneos que se imolam pelo fogo... no papel. "Quem não fala claro aos sentidos, não fala também de forma límpida à alma": é este já o programa "classicista" de Goethe, na abertura da revista "Propileu" (1798). Em Goethe, o princípio ético ou político, a ideia, nunca se sobrepõem ao corpo nem ao indivíduo. Corpo, corpo de mulher, é também a obra ("... que o natural das mulheres/ Tem tanto a ver com o da arte. ": Fausto II, 5106-07). Ou então, arte e mulher serão como uma floresta de espelhos atravessada por um Eu curioso de si, e constantemente satisfazendo aí essa necessidade de espelhamento.
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12 December 2008

Erótica & Curiosa - Goethe

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Não vos zangueis, mulheres, se admiramos as moças:
Vós disfrutais à noite do que à tarde as excita.
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J. W. Goethe. Erótica & Curiosa. Selecção, versão portuguesa e apresentação de João Barrento. 2.ª ed. Lisboa, Apáginastantas, "dois dedos de leitura", 1986, p. 24.
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Amor e Ódio - LII, LIX, LX, Filipe Nunes Vicente; ashes and snow, Gregory Colbert

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LII
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Nos casamentos (homo ou hetero) eficientes, o sexo é uma necessidade e um obstáculo. O que é bizarro: os obstáculos não costumam ser necessários.
    O sexo é necessário porque duas pessoas normais (excepto se forem irmãos ou pobres) não vivem juntas muito tempo se não houver atracção sexual.
    O sexo é um obstáculo precisamente porque é necessário. Duas pessoas que vivem juntas sentem-se compelidas a ter sexo. Caso contrário não viveriam juntas. Isto é uma estucha.
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LIX
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A psicologização fez-nos acreditar que o desejo necessita de alvos novos, porque senão morre. A intimidade ganhou galões com a psicanálise no início do século passado. Esta doutrina acompanhou a sossegada revolução narcísica que desde há mais ou menos cinquenta anos nos tornou um somatório de experiências: queremos ser desejados, mas acreditamos — e bem — que ninguém o pode fazer durante muito tempo. Brinquedos novos.
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LX
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Já o desejo que se alimenta do desejo é outra história. Exige o reconhecimento da nossa solidão, obriga a que compreendamos que o outro deseja, simplesmente. É um trabalho religioso.

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Filipe Nunes Vicente, Amor e Ódio [O diário do leopardo].
Lisboa. Quetzal "textos breves", 2008, pp. 71, 77, 78.

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04 December 2008

Never give all the heart, by W. B. Yeats

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Never give all the heart, for love
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy, kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.
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27 November 2008

Convida-me só para jantar - Ana Goês

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E não queiras depois fazer amor.
Convida-me só para jantar
num restaurante sossegado
numa mesa de canto
e fala devagar
e fala devagar
eu quero comer uma sopa quente
não quero comer mariscos
os mariscos atravancam-me o prato
e estou cansada para os afastar
fala assim devagar
devagar
não é preciso dizeres que sou bonita
mas não me fales de economia e de política
fala assim devagar
devagar
deita-me o vinho devagar
quando o meu copo já estiver vazio.

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Estou convalescente
sou convalescente
não é preciso que o percebas
mas por favor não faças força em mim.
Fala, estás-me a dar de jantar
estás-me a pôr recostada à almofada
estás-me a fazer sorrir ao longe
fala assim devagar
devagar
devagar.

Ana Goês, finais dos anos 70
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para os interessados há uma recensão crítica de Eugénio Lisboa na Colóquio-Letras (para facilitar a busca, clicar aqui)
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10 November 2008

Bougainvillea spectabilis by Augusto Mota

Buganvília
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Grande plano de uma bráctea de Bunganvília (Bougainvillea spectabilis) com duas flores.
Foto de Augusto Mota
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19 October 2008

Charles Coocoo où Matotoson Iriniu - Poésie et les droits des Amérindiens



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" Les « Grands Esprits » se rencontrent…
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De son « vrai » nom Matotoson Iriniu, ce qui signifie dans sa langue « celui qui dirige les cérémonies », il est l’un des pères spirituels des Attikamekws.
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Né en 1948, originaire de la communauté de Wemotaci (Mauricie), Charles Coocoo est le premier Attikamekw à publier un recueil de poèmes, Broderies sur mocassins (1988). Tour à tour et simultanément, travailleur forestier, draveur, charpentier menuisier, il travaille un temps à un projet expérimental de maisons solaires (1974).
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Il participe à plusieurs films dont Automne sauvage (Québec, 1992) et Identités Attikamekws (2005-2007).
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En 1997, la télévision de Radio-Canada lui consacre un épisode de l’émission Second regard. Il travaille ensuite à l’école de Wemotaci comme conseiller linguistique et interprète, chargé de faciliter la communication entre les élèves attikamekws et les professeurs non-attikamekws. Il est aujourd’hui « bénévole social » dans sa communauté et s’implique dans toutes les activités qui s’y déroulent.
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Après la publication de Broderies sur mocassins, il prononce plusieurs conférences à travers le monde sur différents aspects de la culture des Attikamekws, et signe des articles dans diverses revues. Il entreprend une quête personnelle qui le porte à interroger les aînés sur les pratiques spirituelles attikamekws d’avant l’arrivée du catholicisme. Devenu « porteur de pipe » et ainsi autorisé à pratiquer certaines cérémonies spirituelles, il contribue à revitaliser les pratiques ancestrales dans sa communauté.
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« Nous connaissons très peu l’histoire amérindienne. Nous avons tous en tête quelques images de plumes, de bisons et de chevaux. Nous sommes rarement conscients qu’au Canada vivent encore 4% de rescapés du plus grand génocide de l’Histoire de l’Humanité, perpétré sur l’ensemble du continent Nord-américain. Que ces amérindiens subissent encore aujourd’hui de nombreuses humiliations, à travers un phénomène d’acculturation savamment orchestré par les autorités gouvernementales et occulté par la grand majorité des Canadiens. Charles Coocoo nous renvoie à nos propres origines, nos inconscients collectifs, ce que l’on tend à perdre et à oublier et ce que l’on aspire à retrouver.
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Les Attikamekws vivent profondément ce problème identitaire, qui nous menace tous : suis-je encore un être, partie d’un tout, en symbiose avec les éléments et la Nature, conscient de moi-même et du monde qui m’entoure, en permanence à l’affût d’un dialogue avec ce que Charles Coocoo nomme « Les Toiles de l’Invisible » ? Ou suis-je un être détaché de ces possibles ailleurs, détaché de moi-même, inventeur de nouveaux dieux-objets, de modes de pensées linéaires ? Les Attikamekws luttent quotidiennement avec ce choix : vivre comme les Canadiens sans jamais être des leurs ou cultiver culture et traditions ancestrales. Y a-t-il une symbiose possible entre ces deux pôles ? Des guides spirituels comme Charles Coocoo, malgré l’extinction presque inéluctable de leurs peuples, ont-ils un message porteur de sens à nous délivrer ?» Gaëtan Saint-Rémy, co-réalisateur du film Identités Attikamekws (2005-2007)."
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in  www.fiestival.org — © tous les droits reservés
(s'il vous plaît, cliquer sur le titre de ce post pour y accéder et firmer la Déclaration du 5 Avril/2008) 
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10 August 2008

Todo su cuerpo es amor

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Las bellísimas mariposas son el desarrollo adulto de un insecto cuya única función, llegado a este estadio, es la reproducción. Hasta tal punto es así que muchos de estos revoloteantes animalitos ni siquiera tienen estómago ni modo de alimentarse. 

Por ello, si son machos, mueren después de realizar la cópula y, si son hembras, después de la puesta de huevos.
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Pilar Sancristóbal, Sexóloga.
El Mundo, 2003.
Divulgado por Juan Blanco at poetas-zaguan e-listas

18 April 2007

sobre mentiras, segredos e silêncios - Adrienne Rich

«La vieja idea masculina del Honor. La "palabra" de hombre es suficiente garantía para otros hombres. "Nuestra tierra libre, Nuestros hombres honestos. Nuestras mujeres fértiles" - era un brindis popular en la América colonial.

El honor de los machos tiene algo que ver con el matar: No podría amarte, querida, si no amara más al Honor ("A Lucasta, en Yendo a las Guerras"). El honor macho es siempre algo que necesita ser vengado; de ahí el duelo.

El Honor de las mujeres es totalmente otra cosa; virginidad, castidad, fidelidad al marido. La Honestidad en las mujeres nunca se ha considerado importante ya que hemos sido generalmente representadas como caprichosas, engañosas, sutiles, vacilantes y a menudo hemos sido premiadas por mentir.

De los hombres se ha esperado que digan la verdad sobre los hechos, no sobre los sentimientos de los que nunca se ha esperado que hablasen en absoluto. Sin embargo, incluso sobre los hechos ellos han mentido continuamente.

Asumimos que los políticos no tienen honor y leemos sus declaraciones tratando de romper el código. Lo escandaloso de su política no es que los hombres de posiciones elevadas mientan, sino que lo hacen con gran indiferencia y muy a menudo mientras esperan que todavía les creamos. Nos han acostumbrado al desprecio inherente a la mentira política.

Sin embargo, descubrir la mentira en una relación personal, la lleva a una a sentirse un poquito trastornada.

La mentira se hace con palabras y también con silencios. La mujer que dice mentiras en sus relaciones personales puede o no premeditar e inventar sus mentiras. Puede ser que ni siquiera piense de una forma calculada lo que está haciendo. Surge un tema que la mentirosa desea ignorar. Entonces se inventa algo: tiene que bajar porque su parquímetro está por terminarse, o debe hacer una llamada telefónica que debía haber hecho una hora antes. Cuando se le pregunta, a quemarropa, sobre una cuestión que puede conducirla a una charla dolorosa: "¿Cómo te sientes acerca de lo que está pasando entre nosotras?" En lugar de tratar de describir sus sentimientos, su ambigüedad y su confusión, ella pregunta, "¿Cómo te sientes tú?" Como la otra está tratando de establecer una base de apertura y confianza, empieza a describir sus propios sentimientos, así la mentirosa aprende más de lo que dice. Y puede que incluso diga a sí misma una mentira: que a ella le preocupan más los sentimientos de la otra que los suyos propios. Pero la mentirosa está realmente preocupada con sus propios sentimientos. La mentirosa vive con el miedo de perder el control. No puede siquiera desear una relación sin manipulación, ya que el ser vulnerable a otra persona significa para ella la pérdida del control. La mentirosa tiene muchos amigos y amigas pero lleva una existencia de gran soledad.

La mentirosa sufre a menudo de amnesia. La amnesia es el silencio inconsciente. Mentir habitualmente como forma de vida es perder contacto con el inconsciente. Es como tomar pastillas para dormir que propicia el sueño pero impiden el soñar. El inconsciente quiere la verdad. Deja de hablar a aquellos que quieren alguna cosa más que la verdad.

Hablando de mentiras llegamos inevitablemente al tema de la verdad. No hay nada sencillo o fácil acerca de esta idea, porque la "verdad", "una verdad", es algo inexistente, no es una cosa, ni siquiera un sistema. Es una complejidad que crece. El diseño del tapiz no es más que una superficie tramada. Cuando lo miramos más de cerca o cuando nos convertimos en tejedoras, aprendemos a conocer los múltiples hilitos que no se ven en el diseño general así como los nudos en la parte posterior del tapiz.

Esta es la razón por la cual es importante el esfuerzo de hablar honestamente. Las mentiras, por lo general, son intentos de la mentirosa por simplificar las cosas mucho más de lo que verdaderamente es o debería ser. Al mentir a otros/as terminamos sintiéndonos a nosotras mismas. Negamos la importancia de un acontecimiento o de una persona y así nos despojamos de parte de nuestras vidas. Utilizamos un aspecto del pasado o del presente para velar otro y de esta forma perdemos la fe hasta en nuestras propias vidas. El inconsciente quiere la verdad, tanto como el cuerpo. La complejidad y fecundidad de los sueños viene de la complejidad y fertilidad de la lucha inconsciente para satisfacer los deseos. La complejidad y fertilidad de la poesía se da gracias a esta misma lucha.

Una relación humana honesta - eso es, una en la cual dos personas tienen el derecho a usar la palabra "amor" -, es un proceso delicado, violento y a menudo terrible para ambas personas involucradas, un proceso por refinar las verdades que se pueden decir entre ellas. Es importante seguir este proceso porque echa por tierra la decepción y el aislamiento. Es importante porque siguiendo este proceso le hacemos justicia a nuestra propia complejidad. Es importante seguir este proceso porque se puede contar con muy poca gente que vaya por este duro camino junto a nosotras.

Regreso a la cuestión del honor de las mujeres. La integridad no ha sido considerada importante para las mujeres en la medida que seamos castas y permanezcamos físicamente fieles a un hombre. De nosotras se espera que mintamos con nuestros cuerpos: teñirnos, decolorarnos, o rizarnos el pelo, depilarnos las cejas, rasurarnos las axilas, ponernos rellenos en diferentes lugares o adornarnos con encajes, caminar con pasos cortos, esmaltarnos las uñas de los pies y las manos, y usar ropas que realcen nuestro desamparo.

Nos han exigido decir diferentes mentiras en diferentes tiempos, en función de lo que los hombres de cada tiempo necesitaban escuchar. A la esposa victoriana o a la dama blanca sureña, de quienes se esperaba que no tuvieran sensualidad alguna, se les pedía quedarse "impasibles"; de la mujer "liberada" del siglo veinte se espera que finja orgasmos. Hemos tenido la verdad de nuestros cuerpos retenida o distorsionada para nosotras mismas; nos han mantenido en la ignorancia acerca de nuestros propios lugares más íntimos.

Nuestros instintos han sido castigados; la clitoridectomía para monjas "lujuriosas" o esposas "difíciles". Para nosotras ha sido también difícil re-conocer las mentiras de nuestra complicidad, aquellas mentiras que creíamos. La mentira del "matrimonio feliz", de la domesticidad. Hemos sido cómplices, hemos practicado la ficción de la vida bien llevada hasta el día que testimoniamos ante el tribunal sobre las violaciones, las palizas, las crueldades psíquicas y las humillaciones públicas y privadas. La mentira patriarcal ha manipulado a las mujeres tanto a través de falsedades como de silencios. La información que necesitábamos nos ha sido retenida. Testigos falsos han sido creados contra nosotras.

Es por ello que debemos tomar muy seriamente la cuestión de la sinceridad entre mujeres, y de la sinceridad con mujeres. A medida que dejamos de mentir con nuestros cuerpos, que cesamos de creer eso que los hombres han dicho de nosotras, ¿se está creando una verdadera idea del honor mujeril?

Las mujeres han sido forzadas a mentirles, a los hombres, para sobrevivir. ¿De qué forma podemos desaprender todo esto junto a otras mujeres?
"Las mujeres siempre se han mentido unas a otras".
"Las mujeres siempre se han susurrado la verdad unas a otras".
Ambos axiomas son ciertos.
"Las mujeres han estado siempre divididas unas contra otras".
"Las mujeres han estado siempre en colusión secreta".
Ambos axiomas son ciertos.

En la lucha por sobrevivir decimos mentiras. A los jefes, a los guardias en las prisiones, a la policía, a los hombres que tienen poder sobre nosotras, a los que legalmente nos poseen y poseen a nuestros hijos e hijas, también a nuestros amantes que nos necesitan como prueba de su virilidad.

Existe un peligro que nos afecta a todas y todos los desposeídos, esto es, olvidamos que estamos mintiendo o que la mentira es un arma que llevamos a nuestras relaciones con la gente que no tiene poder sobre nosotros.

Quiero reiterar que cuando hablamos sobre las mujeres y el honor, o las mujeres y la mentira, hablamos dentro del contexto de la mentira masculina, las mentiras de los poderosos, la mentira como una falsa fuente de poder. En las relaciones que establecemos entre nosotras, las mujeres tenemos que pensar si deseamos el tipo de poder que puede ser obtenido a través de la mentira.

Durante siglos las mujeres hemos sido enloquecidas "con luz de gas", en un continuo refutar como válidas nuestras experiencias y nuestros instintos inmersos en una cultura que sólo convalida las experiencias masculinas. La verdad sobre nuestros cuerpos y nuestras mentes ha sido mixtificada para nosotras. De ahí que tengamos una obligación primordial entre nosotras: no socavar el sentido de realidad de cada una en aras de la conveniencia; no darnos luz de gas entre nosotras.

A menudo hemos enloquecido tratando de penetrar en la verdad de nuestra experiencia. Nuestro futuro depende de la cordura de cada una de nosotras y tenemos que jugarnos el todo por el todo, más allá de lo personal, en el proyecto de describir nuestra realidad tan cándidamente y tan completa como sea posible.

Existe un cierto tipo de frase hecha que no nos ayuda a admitir que estamos mintiendo: "mi intimidad", "esto es asunto propio". Las opciones que subyacen en estas frases pueden en verdad estar justificadas, sin embargo debemos pensar acerca del significado completo y de las consecuencias de tal lenguaje.

El amor de las mujeres hacia otras mujeres ha sido mostrado en gran medida a través de silencios y mentiras. La institución heterosexual ha forzado a la lesbiana a disimular so pena de ser etiquetada como una pervertida, una criminal, una mujer peligrosa o enferma, etc., etc. De ahí que la lesbiana haya sido a menudo forzada a mentir de la misma forma como lo hacen las prostitutas o las mujeres casadas. Tal vez por necesidad y porque la ley y la opinión pública también se basan en una mentira, estamos mintiendo acerca de nosotras mismas ante jefes, caseros, clientes, colegas, y ante la familia. ¿Puede esta vida secreta extenderse a la vida privada, de modo que la mentira (definida como discreción) se convierta en una vía fácil para evitar conflictos y complicaciones? ¿Puede esto volverse una estrategia tan arraigada que se acaba por practicar incluso en el trato con amigas íntimas o amantes?

La heterosexualidad como institución también ha ahogado en silencio los sentimientos eróticos entre mujeres. Yo misma viví media vida mintiendo al negar eso. Ese silencio nos hace a todas, en algún grado, mentirosas. Cuando una mujer dice la verdad está creando la posibilidad de que haya más verdad alrededor de ella.

La mentirosa lleva una existencia de soledad intolerable. La mentirosa tiene miedo. Pero todas tenemos miedo: sin él nos volvemos maniáticas y autodestructivas. ¿Qué es este miedo especial que se apodera de la mentirosa? Tiene miedo de que sus propias verdades no sean suficientemente válidas. Tiene miedo, no tanto de los guardianes de la prisión o de sus jefes sino de algo innombrable dentro de ella. La mentirosa teme el vacío. El vacío no es algo creado por el patriarcado, o por el racismo, o por el capitalismo. Tampoco se irá con ellos. Es parte de cada mujer. "El núcleo oscuro", lo nombró Virginia Wolf, al escribir sobre su madre. El núcleo oscuro, va más allá de la personalidad, más allá de quien nos ama o nos odia.

Surgimos del vacío, de la oscuridad del hueco. Es parte del ciclo divulgado por las viejas religiones paganas que el materialismo niega. Después de la muerte, el renacimiento; después de la nada, algo. El vacío es lo creador, la matriz. No es únicamente lo ahuecado y la anarquía. Y sin embargo en las mujeres se ha identificado con el desamor, con la infecundidad y la esterilidad. Se nos ha obligado a llenar nuestro "vacío" de hijos. Se supone que no debemos bajar a la oscuridad de ese núcleo. Sin embargo, si nos arriesgamos, lo que nace de esa nada es el comienzo de nuestra verdad. La mentirosa, en medio de su terror, quiere llenar el vacío con cualquier cosa. Sus mentiras son una negación de su miedo, una manera de mantener el control.

¿Por qué nos sentimos terriblemente despreciadas cuando nos damos cuenta de que nos han mentido en una relación? Tomamos como verdadero mucho de lo universal. Me dices: "En 1950 yo vivía en el lado norte de Bacon Street en Somerville". Me dices: "Ella y yo fuimos amantes, pero desde hace meses sólo somos buenas amigas". Me dices: "Afuera hace una temperatura de treinta grados y el sol está brillando". Porque te amo, porque no existe la menor duda de una mentira entre nosotras, tomo estos hechos universales como verdaderos: tu dirección de hace veinticinco años, tu relación con alguien que conozco sólo de vista y la temperatura de esta mañana. Lanzo zarcillos inconscientes de confianza, como delgados hilos verdes, sobre declaraciones como éstas, declaraciones hechas con tanta seguridad que no tienen el menor tono de asombro o duda. Las integro al mosaico de mi mundo. Permito que mi universo cambie, minuto a minuto de forma significativa con base en las cosas que me dices, con base en la confianza que te tengo. También tengo la confianza en que me dices cosas que son importantes, cosas que yo debo saber; que no me escondes hechos para evitarme o evitarte un dolor. O, al menos, que dirás, "Hay cosas que no te estoy diciendo".

Cuando descubrimos que ya no podemos confiar en alguien a quien le teníamos confianza, nos vemos forzadas a reexaminar el universo, a cuestionar en su totalidad el concepto o el instinto de la confianza. Durante algún tiempo somos arrojadas a un desierto, proyectadas al borde, acribilladas en la oscuridad por sábanas de fuego, barridas por una cortina de lluvia en un mundo que existía antes de las relaciones familiares, o de poner nombres, o de la ternura; somos conducidas hacia lo informe.

La mentirosa puede resistir la confrontación y negar que mintió. O puede utilizar otro lenguaje: olvido, privacidad o protección a una tercera persona. O puede declararse, valientemente cobarde. Esto le permite seguir mintiendo ya que eso es lo que hacen las cobardes. No dice, yo tenía miedo, ya que esto le permitiría tener otros modos de manejar su miedo. Se abriría la posibilidad de enfrentar lo que se teme en la actualidad. Ella puede decir, Yo no quería causar dolor. Cuando lo que en verdad ella no quería era tener que confrontarse con el dolor de la otra. La mentira es un atajo hacia la personalidad de la otra.

La confianza y el respeto no son algo que surge espontáneamente: tienen que ser creados entre dos personas. Esto también es cierto para situaciones políticas. La calidad y la profundidad de la política que evoluciona a partir de un grupo dependen, en gran parte, de lo que éste entienda por respeto. Mucho de lo que estrechamente se denomina como "política" parece descansar sobre la certeza ancestral de un análisis que, una vez dado, no necesita ser reexaminado aún a costa de la honestidad. Tal es el callejón sin salida del marxismo para las mujeres de nuestro tiempo. Expresarse verazmente comporta un alto grado de complejidad. Pero se trata de un movimiento en evolución. Las mujeres sólo estamos empezando a descubrir nuestras propias verdades; muchas de nosotras estaríamos agradecidas si pudiésemos tomar un descanso en esta lucha, estaríamos contentas con volver al lado de los trastos viejos que dolorosamente hemos desenterrado y quedarnos satisfechas con ellos. A menudo siento esto como un agotamiento en mi propio cuerpo. La política que vale la pena tener, las relaciones que valen la pena tener, exigen que escarbemos aún más profundo.

Las posibilidades que pueden darse entre dos personas, o entre un grupo de personas son una especie de alquimia. Son lo más interesante que existe en la vida. La mentirosa es alguien que continúa perdiendo de vista estas posibilidades. Cuando las relaciones están determinadas por la manipulación o por la necesidad de control, pueden contener cierto tipo de drama pendencioso y melancólico, pero cesan de ser interesantes. Se vuelven repetitivas y el encuentro de las posibilidades humanas deja de resonar a través de ellas. Cuando alguien me dice un pedazo de verdad que se me había ocultado antes y que yo precisaba para ver mi vida más claramente, puede que me traiga un dolor agudo, pero puede también inundarme con una brisa marina fría que me lave y me alivie. A veces tales verdades, nos llegan accidentalmente, o a través de personas extrañas.

No es que para tener una relación respetuosa contigo, deba entender todo o decirte todo a la vez, o que pueda saber de antemano todo lo que yo necesito decirte. Significa que la mayor parte del tiempo estoy impaciente, añorando la posibilidad de decírtelo. Que estas posibilidades pueden asustarme, pero no destruirme. Que me siento lo suficientemente fuerte para escuchar tus palabras de tanteo y vehemencia. Que las dos sabemos que estamos intentando, todo el tiempo, extender las posibilidades de confianza entre nosotras. Las posibilidades de una vida entre nosotras.»

In Rich, Adrienne, Sobre mentiras, secretos y silencios, Barcelona, España, Ed. Icaria, 1983, pp. 222-231.

02 April 2007

Votre nom, je ne le dirai pas.

«Votre nom, je ne le dirai pas. Car il est tout à fait impossible que l'on vous prenne pour une autre.
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Elle et moi c’est sûr, sommes aériens et ne connaissons pas d’urgence (un vrai mot à la con celui-là, en tous cas dans un certain emploi), nous prenons un temps infini pour le silence, pour les caresses parfois, pour les regards qui traînent mais presque vides car nous logeons dans nos solitudes pensives ou bien contemplatives et que nos mains rarement s’effleurent ou que nos mots à peine se choquent ne revient pas à statuer sur une quelconque indifférence. Nous nous aimons je crois. Et pourrions nous passer l’un de l’autre, comme de tout et de tous d’ailleurs, mais peut-être pas de toutes.
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Il y a aussi le temps de la photographie, des portraits, des poses et des éclairages que nous agréons pour peu qu’ils soient subreptices (j’y reviendrai). Si mon œil fonctionne mal depuis assez longtemps je peux toutefois user du sien, précis. Et elle de ma confiance. Encore une fois, nous disposons de toutes ces heures, et de celles qui viennent. De l’écriture du temps par delà la lumière.
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J’y reviens, donc. Ce qui nous agrége avant le reste, c’est, je crois, le plaisir d’être pervers. Quelle meilleure preuve de ce trait de caractère que d’en crâner et de s’en satisfaire ? Voilà les intellectuels, et les déchus, voilà les âmes éloignées d’elles et les enfants perdus. Peut-être est-ce compenser, toujours est-il que nous jubilons de faire se joindre nos égarements, nos desseins obscurs, notre incontestable prépotence qui nous autorise à décider de nos proies avant qu’elles ne deviennent nos jouets. Nous sommes deux chats. Comme les livres, comme la mémoire, nous avons plusieurs vies.
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Lu : Victorian Photographs of Famous Men and Fair Women»
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01 April 2007

Erotismo, mujer y poesía o la voz de la herejía - Liliana Lukín


Entrevista a la escritora Liliana Lukín - por Ana Lema

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Liliana Lukín nació en 1951 en Buenos Aires (Argentina). Se graduó como Licenciada en Letras en la Universidad de Buenos Aires. Fue asesora literaria de la Fundación Noble del Diario Clarín, donde organizó los Encuentros de Escritores que posteriormente, compiló bajo la Edición Narrativa Argentina. También editó los siguientes libros de su autoría: Abracadabra, Malasartes, Descomposición, Cortar por lo Sano, Carne de Tesoro, Cartas, Las Preguntas y Construcción Comparativa, y un estudio sobre la literatura amorosa epistolar desde el s. XII al s. XX.
En la actualidad, Lukín explora el universo erótico de las mujeres y parte de una serie de fotografías sobre desnudos femeninos que van desde 1858 a 1930. El resultado es una obra que será editada a fines del corriente año y se llama Retórica Erótica.

BABAB: Retórica Erótica presenta una caligrafía manuscrita, que vos misma realizaste, ¿existió alguna búsqueda personal en la poesía y su sentido que te llevó a escribir el libro prescindiendo del procesador?

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LILIANA LUKÍN: En Retórica Erótica me acerqué a un trabajo netamente conceptual, que encierra una pasión muy personal por los papeles, por las texturas y por una conciencia de la sensualidad corporal que en mí, provoca el trazo, como una forma de dibujo. De hecho, escribí con una lapicera de pluma recortada que implicó una búsqueda en la caligrafía, en sus formas, en su cuerpo. Esto posiblemente parezca muy teórico, muy psicoanalítico o muy barthesiano, pero en realidad es absolutamente literal. Este texto tiene relación con el cuerpo y la escritura con el erotismo. Y no me refiero a la forma de escritura sino al sentido, ya que hablo de cuerpos y no de cualquier cuerpo, sino del cuerpo femenino desnudo y este se manifiesta en las fotografías que acompañan los poemas del libro.

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B: ¿Existe una propuesta que supere lo visual en las fotografías que acompañan los poemas de R. E.?

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L. L.: Las fotografías proponen una relación entre la materialidad de la escritura y el trazo irregular de una pluma que provoca una caligrafía curva, una especie de dibujo de las letras y las palabras que se construyen, y, desde un punto de vista conceptual, se piensan como cuerpos, y encierran una filosofía del pensamiento y el sentimiento del amor femenino. Además, hay una historia personal sobre los formas de estos cuerpos y las del amor que encierran los mismos.
B: La conciencia de lucha del género femenino parecería ser una especie de "filosofía" en este texto.
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L. L.: Las formas de llegar a la literatura, en mi caso, pasaron por la resistencia y el enfrentamiento. Tuve que pelear socialmente desde mi adolescencia para llegar a ser quien soy. Y, hasta que logré estudiar letras, debí enfrentar muchas peleas. Algunas con los muchachitos de turno, en mi casa, especialmente con el padre "interno" y "externo", que no concebía que una mujer se dedicara a la escritura. A partir de entonces, todas fueron peleas y búsquedas que respondieran a mi cuerpo, en tanto que soy mujer, y esto es pura política en el más llano sentido de la palabra. No me refiero al tema desde la problemática de géneros, si bien es algo que se plantea en la sociedad, sino a la política de la existencia, de la identidad de un ser bajo su propio género, que es lo que se refleja en Retórica Erótica.

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B: ¿Hay algo de autorreferencial en la escritura de este libro?

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L. L.: Existe una fuerte presencia del yo femenino, que revela, de antemano, al lector que se trata de un libro escrito por una mujer; mas allá de que mi firma lo con-firma. Sin embargo, no se trata de una obra autorreferencial. Esa conciencia de género en el trabajo poético está basada en esa libertad personal por escribir y en las experiencias que viví al transitar aquel camino. Al escribir este libro, me planteé cómo sería posible decir aquello que dije, con una desnudez absoluta, sabiendo que esa desnudez rayaba en la obscenidad para una mirada social de lo correcto. Sin embargo, para una mirada poética esa medida no existe y yo quería pensar desde ese punto de vista. Esto implicó todo un trabajo filosófico, una conciencia de género, una resistencia para no decir aquello que no se espera que diga una mujer y el enfrentamiento que esto me significaba, ya que me planteaba: ¿por qué no decir lo que una quiere decir, si no hay motivos para callar?. Y, la única forma de lograrlo fue poniendo el ser al descubierto. Ya que, en definitiva, ¿qué es la poesía si no poner el alma al descubierto?


16 October 2006

eme Loves SorrisosPerfeitos

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porque saben lo que hacen